Proposta de reforma administrativa chega á Câmara

03/09/2020 | A reforma administrativa do governo prevê mudanças no serviço público civil nos três Poderes de todos os entes federativos (estados e municípios) e no Ministério Público, mas válidas apenas para futuros servidores. Membros de Poder ââ¬â como juízes, promotores e políticos ââ¬â e militares ficarão de fora. Uma primeira parte dessa reforma, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Nova Administração Pública, foi entregue ao Congresso Nacional nesta quinta-feira (3). Outras medidas legislativas complementares deverão ser apresentadas posteriormente. Para o Ministério da Economia, o modelo atual está defasado, tem custos crescentes e prejudica a prestação de serviços e os investimentos públicos. Na União, as despesas com pessoal civil somaram R$ 109,8 bilhões em 2019, ou 13,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o deputado Heitor Schuch, o tema deve ser visto com cautela. Isso porque nas reformas trabalhista e previdenciária ficou comprovado que ninguém que integra o RGPS (Regime Geral da Previdência Social) ganhou, todos perderam, inclusive o Estado brasileiro, que arrecada menos. Já os integrantes das Forças Armadas tiveram tratamento diferenciado. Da mesma forma a reforma tributária deverá concentrar e aumentar os tributos no governo federal. Agora, com a vinda da reforma administrativa, será uma “guerra” entre os que defendem o Estado mínimo e o máximo. “Eu acredito no Estado eficiente, que oportunize serviços públicos de qualidade em contrapartida aos impostos que o cidadão paga. O projeto – que veio hoje – precisamos estudar e debater melhor. Se é para melhorar o serviço público, votarei a favor, mas se for para privilegiar o andar de cima voto contra”, resume Schuch.
Veto de Bolsonaro a auxílio emergencial para agricultores provoca indignação e perplexidade

25/08/2020 | Presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, o deputado Heitor Schuch (PSB/RS) está indignado e perplexo com o veto do presidente ao Projeto de Lei 735/2020 que criava medidas de ajuda aos agricultores familiares durante o estado de calamidade pública relacionado ao coronavírus, entre as quais um auxílio de R$ 3 mil por meio de cinco parcelas de R$ 600,00. A proposta havia sido aprovada por unanimidade tanto na Câmara quando no Senado e, além da ajuda financeira, também previa recursos para fomento e renegociação das dívidas. Esta é a segunda vez que Bolsonaro veta projeto de socorro à categoria durante a pandemia. “Este governo está provando que não tem nenhuma preocupação com quem está colocando o alimento na mesa da população. Um governo que não reconhece a importância não só de quem produz, mas do setor que mais gera emprego e renda no país. A agricultura familiar sobrevive por sua teimosia, perseverança e capacidade de recomeçar. Mas só isso não basta. é preciso política pública”, critica Schuch, destacando que os pequenos produtores foram duramente prejudicados nos últimos meses, primeiro pela seca e depois pelas restrições impostas pela crise sanitária, passando pelas enchentes, com perdas enormes no campo. “Com esse gesto o governo mostra bem de que lado está, porque teve dinheiro para comprar títulos podres da dívida, mas não para ajudar quem não tem nenhuma garantia de renda, nem salário fixo, e este ano não conseguiu sequer colher safra.” Para o deputado, essa decisão está ajudando a patrocinar o esvaziamento do meio rural, provocando um desestímulo para quem vive da agricultura e terminando com qualquer perspectiva de sucessão nas propriedades. Quando à possibilidade de derrubada do veto pelo Congresso, Schuch demonstra pessimismo. “Não acredito nisso, já que o governo tem a maioria dos votos e se quisesse pagar os R$ 600,00 para os agricultores não teria vetado pela segunda vez. E, ao manter no texto o artigo que não descaracteriza a condição de segurado especial, ele admite que quem sacou indevidamente não terá prejuízos. Ou seja , quem fez errado está certo, e quem fez certo está errado”, critica parlamentar. “Mas, mesmo que seja uma guerra perdida, lutarei até o fim pela derrubada de mais este veto desastroso que prejudica o homem do campo. E mantenho um fio de esperança na coerência dos deputados e senadores que aprovaram por unanimidade, que mantenham posição e me ajudem a derrubar este veto nefasto”.
INSS vai fechar parceria com os Correios para agilizar encaminhamento de benefícios

20/08/2020 | O INSS está fechando um convênio com os Correios para que as agências possam passar a receber os documentos de solicitação de benefícios previdenciários. A parceria deve estar firmada até a próxima semana, segundo o presidente do instituto, Leonardo Rolin, que participou nesta quinta-feira (20) de conferência remota com o deputado Heitor Schuch (PSB/RS) e o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultores (Fetag/RS), Carlos Joel da Silva. Também estiveram na reunião o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, lideranças sindicais e a assessoria jurídica da federação. O encontro foi solicitado por Schuch para tratar sobre o alto índice de indeferimentos de benefícios pelo INSS nos últimos meses, que, entre os rurais, segundo estimativa da Fetag, ultrapassa os 90% no caso do auxílio-doença. Para o deputado, o acordo com os Correios é uma iniciativa interessante que pode ajudar no encaminhamento dos processos, especialmente nesse momento em que as unidades do INSS ainda estão fechadas, porém a greve da categoria preocupa. “Enquanto o serviço de entrega não for normalizado essa medida será inócua”, afirma Schuch, destacando, no entanto, a importância da conferência no sentido de abertura de diálogo sobre os principais problemas que estão provocando tamanha rejeição de pedidos. Conforme o relato da entidade, na maioria dos casos, os processos estão sendo negados sem critério ou com uma “análise superficial”. Um problema apontado como recorrente é os peritos não considerarem os atestados médicos que, mesmo atendendo os requisitos, não são reconhecidos. Outro motivo relacionado é a falta de análise dos documentos anexados para fins de enquadramento da qualidade de segurado especial dos rurais. O presidente da Fetag, Carlos Joel, também avaliou como muito produtivo o debate. “Tivemos a oportunidade de expor as principais dificuldades e também apresentar as nossas sugestões para minimizar essa situação que vem sendo enfrentada pelos agricultores e também discutir as alternativas que já vêm sendo estudadas pelo INSS”, destaca Silva. No prazo de 30 dias haverá nova reunião entre todas as partes, para que possa ser reavaliado o andamento dos processos. Entre os encaminhamentos também ficou acertado que o NSS vai analisar a condição dos associados em cooperativas de crédito, agropecuária e de eletrificação; o aumento de pelo menos para 60 dias a validade do atestado para a antecipação do auxílio-doença (se o atestado foi de incapacidade por pelo menos 60 dias); a redução da necessidade de autenticação de documentos e a possibilidade de acesso à central de reanálise de benefícios rurais.
Conab garante remoção de 8,5 mil toneladas de milho balcão para atender demanda do RS

19/08/2020 | A Conab fará a remoção de 8,5 mil toneladas de milho balcão para o Rio Grande do Sul nos próximos dias. O volume, que virá do Centro Oeste, será disponibilizados para os produtores gaúchos nos armazéns de Cruzeiro do Sul (3,5 mil t), Marau (3 mil t) e Erechim (2 mil t) em até dez dias. A informação foi repassada pela superintendente de Abastecimento Social da Conab, Diracy Lacerda, durante audiência na manhã de hoje (19) com o deputado Heitor Schuch (PSB/RS), o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Eugênio Zaneti e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais. O encontro tratou do problema de desabastecimento do milho para ração no Estado nas últimas semanas, agravado pela seca que provocou quebra de 27,7% da safra gaúcha. Além da falta do grão, os produtores de leite, aves e suínos reclamam do preço, elevado pela redução da oferta, e que chega a ser vendido hoje no mercado atacadista por até R$ 65,00 a saca de 60 quilos. O valor da Conab é mais atrativo, em torno de R$ 48,00 a saca, porém o pequeno número de armazéns credenciados obriga os agricultores a percorrerem longas distâncias, encarecendo o frete e tornando pouco atrativo o programa de milho balcão. “Precisamos ampliar o número de silos cadastrados, para melhorar a disponibilidade de estoque nas regiões produtoras do Estado, facilitando a logística e reduzindo o custo”, destacou Schuch. A superintendente garantiu que essa situação pode ser discutida junto ao Ministério da Agricultura, desde que haja um mapeamento da demanda. A Fetag ficou encarregada de fazer um levantamento ainda nesta semana junto as suas regionais sindicais do número de produtores e do volume necessário, bem como de empresas e cooperativas que possam ter interesse em participar do programa. Outro pedido apresentado no encontro foi a ampliação da cota de compra na bovinocultura de leite, hoje de 35 quilos/animal/mês, considerado insuficiente para atender o consumo do rebanho. Diracy Lacerda adiantou que esse ponto deverá ser atendido a partir da revisão dos critérios da necessidade nutricional das vacas de leite. Quanto à criação de um subsídio ao preço, reivindicado pelos produtores, o deputado Heitor Schuch afirmou que o pleito será apresentado ao Ministério da Agricultura, em audiência a ser agendada com a administradora Tereza Cristina em breve, sugerindo a publicação de portaria de excepcionalidade para permitir que, em função da oferta reduzida no Estado por causa da seca, o governo possa fornecer o produto a um custo menor por um tempo determinado, como já ocorreu em 2012, ano em que o RS também foi assolado por uma estiagem severa.
Audiência com o INSS vai discutir alto número de benefícios negados. Entre os rurais indeferimento chega a 95%

18/08/2020 | O alto índice de indeferimentos de benefícios pelo INSS nos útimos meses será pauta da reunião entre o deputado Heitor Schuch (PSB/RS), o presidente do instituto, Leonardo Rolim, e o secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, nesta quinta-feira (20), às 11h. Também estarão participando o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Carlos Joel da Silva, e a Comissão de Previdência da entidade, formada por representantes de sindicatos de diferentes regiões do Estado. Conforme dados do próprio INSS, no primeiro trimestre deste ano o total de benefícios negados chegou a 52%, entre trabalhadores urbanos e rurais, dos quais 80% se referem somente a pedidos de auxílio-doença. Mas, conforme estimativa da assessoria jurídica da Fetag, entre os agricultores, este número chega a 95%. Na maioria dos casos, resultado de processos negados sem critério ou com uma “análise superficial”. Um problema apontado como recorrente é os peritos não considerarem os atestados médicos que, mesmo atendendo os requisitos, não são reconhecidos. Outro motivo relacionado é a falta de análise dos documentos anexados para fins de enquadramento da qualidade de segurado especial dos rurais. A Fetag irá apresentar na reunião um dossiê com diversos casos pontuais para exemplificar as dificuldades encontradas. “é um verdadeiro absurdo, inexplicável, esses índices. As pessoas não podem mais ficar doentes. Os peritos precisam fazer uma análise mais cuidadosa antes do indeferimento de um processo, para que não se cometam injustiças, afinal estão lidando com vidas e não apenas números”, afirma Schuch. Em outubro do ano passado, o parlamentar, juntamente com a Fetag, já havia tratado do assunto com o INSS e resolvido diversos critérios subjetivos que estavam emperrando a concessão dos benefícios. O andamento dos processos até melhorou depois disso, porém, neste ano, a situação voltou a piorar novamente. A consequência, alerta Schuch, é uma transferência dos casos para a Justiça e para o Conselho de Recursos da Previdência Social, sobrecarregando o sistema com um maior número de processos administrativos e judiciais contra o órgão.
Falta de milho da Conab preocupa agricultores gaúchos

17/08/2020 | Uma audiência online com a superintendente de Abastecimento Social da Conab, Diracy Lacerda, na próxima quarta-feira (19), às 10h, vai tratar sobre a falta de milho para ração no Rio Grande do Sul. Solicitado pelo presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, deputado Heitor Schuch (PSB/RS), o encontro terá a participação da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS) e de Sindicatos dos Trabalhadores Rurais. Conforme Schuch, há uma grande demanda entre os produtores de leite, aves e suínos do Estado, problema que se agravou nas últimas semanas e afeta especialmente a agricultura familiar. Com a seca que provocou quebra de 27,7% na safra gaúcha, conforme o IBGE, a oferta de milho, que tradicionalmente é reduzida, caiu ainda mais, elevando o preço do produto. A saca de 60 quilos no mercado chega a ser vendida por até R$ 65,00, valor considerado inviável para as pequenas propriedades. O preço do milho balcão comercializado pela Conab é mais em conta, R$ 48,00 a saca, porém a logística para entrega, em armazéns distantes de alguns polos produtivos, encarece o frete e acaba não compensando. No Vale do Taquari, por exemplo, conforme o coordenador da regional sindical, Mauro Lui, o local mais próximo é o município de Marau, obrigando agricultores a percorrer mais de 200 quilômetros. “Se estivesse depositado em armazéns da região facilitaria o transporte e reduziria o custo”. A quantidade permitida por produtor, de 14 ton/mês, também é considerada baixa, muito aquém da necessidade, principalmente na bovinocultura de leite, cujo limite de compra é de R$ 35 quilos/animal/mês. Uma vaca que produz 30 litros consome no mínimo 7 quilos de ração/dia. Além disso, a necessidade de renovar o cadastro junto à Conab todos os anos também é criticada, já que todos os dados dos agricultores e do número de animais está disponível nas inspetorias veterinárias e podem ser compartilhados. “O governo precisa aumentar o volume permitido por produtor, melhorar a logística de distribuição, e garantir oferta do produto, trazendo mais milho do Centro Oeste para o RS e rever essa exigência do cadastro, a própria DAP já serviria como documento comprobatório “, destaca Schuch.
Congresso derruba vetos e receitas médicas serão aceitas em formato digital

13/08/2020 | O Congresso Nacional derrubou nesta quarta-feira (12) diversos vetos presidenciais a projetos de lei. Entre eles, os vetos a dois itens do Projeto de Lei 696/20, , relacionados ao uso da telemedicina na pandemia de Covid-19. Um dos vetos atribui ao Conselho Federal de Medicina a regulamentação da atividade após a pandemia; e o outro valida as receitas médicas digitalizadas, mantidas aquelas em papel. As novas normas serão encaminhadas para promulgação pelo presidente Jair Bolsonaro. Para o deputado Heitor Schuch (PSB/RS), não havia justificativa para o veto, já que a proposta foi construída por várias mãos, pela Comissão Externa do Coronavírus. Vetos derrubados Com a rejeição dos vetos a outras propostas, também entrarão para o ordenamento jurídico: – o Projeto de Lei 5815/19,, que prorroga incentivos do audiovisual por meio de regime especial de tributação (Recine); – o Projeto de Lei 10980/18, que dispensa de licitação a contratação de serviços jurídicos e de contabilidade pela administração pública; – o Projeto de Lei 4699/12, que regulamenta a profissão de historiador; – alguns trechos que haviam sido vetados na chamada MP do Agro (Medida Provisória 897/19), que prevê a renegociação de dívidas de produtores rurais. Vetos mantidos Na MP do Agro, transformada em abril último na Lei 13.986/20, deputados e senadores resolveram manter os vetos parciais de Bolsonaro à previsão de descontos nas alíquotas de PIS/Cofins para quem possui o Selo Combustível Social (dos produtores de biocombustíveis). Na justificativa, o Poder Executivo alegou falta de previsão orçamentária. Também foram mantidos vetos que envolvem outras 12 iniciativas. Para que um veto seja derrubado, é necessário ao mesmo tempo o apoio mínimo de 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Um acordo dos líderes partidários assegurou margem ampla para a votação dos vetos selecionados e, também, para o adiamento da votação dos itens relacionados ao pacote anticrime (PL 6341/19), considerados polêmicos.
Deputado Heitor Schuch cobra agilidade na implantação do novo Crédito Fundiário

13/08/2020 | Em documento encaminhado nesta quinta-feira (13) ao secretário de Agricultura Familiar, Fernando Schwanke, e ao diretor do Departamento de Gestão do Crédito Fundiário, Carlos Everardo, o deputado Heitor Schuch (PSB/RS), pediu agilidade na elaboração do manual operativo do Terra Brasil, aunciado pelo governo em junho, na divulgação do Plano Safra, em substituição ao Programa Nacional de Crédito Fundiário. O novo programa está em fase de implementação. Conforme o parlamentar, é preciso apressar o processo, devido à importância dessa política pública como uma complementação à reforma agrária, especialmente na finalidade de promover a emancipação da agricultura familiar, com a aquisição do próprio imóvel rural. “Precisamos que as regras saiam o quanto antes para que se possa executar o programa e atender a demanda de milhares de famílias que estão aguardando recursos para compra de terra há muitos anos”, destaca Schuch. A estimativa inicial da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) é de que no Rio Grande do Sul mais de mil famílias aguardam liberação de recursos para o crédito fundiário.
Schuch critica governo pela retirada de pauta de MP que ampliava saques do FGTS

04/08/2020 | O deputado Heitor Schuch (PSB/RS) lamentou que, neste momento de desemprego e crise generalizada, o governo tenha impedido, nesta segunda-feira (4), votação final na Câmara da Medida Provisória 946/2020 que amplia o saque emergencial do FGTS por conta da pandemia. Uma tremenda injustiça com os milhares de trabalhadores que estão sem renda e poderiam ter acesso aos recursos do fundo, que são seu por direito. A MP havia sido proposta pelo próprio governo, que agora muda de ideia e volta atrás, depois da proposta ter sido aprovada uma vez na Câmara e depois no Senado. A matéria, que autorizava saques de R$ 1.045 do FGTS foi retirada de pauta pela liderança do governo, e perdeu seu efeito. Seria a segunda vez em votação na Câmara, porque sofreu alterações no Senado. O texto aprovado pelos senadores permitia a movimentação da totalidade dos recursos da conta vinculada ao FGTS pelo trabalhador que tenha pedido demissão ou sido demitido sem justa causa, inclusive os que aderiram à modalidade de saque-aniversário. Essa ampliação na previsão de saque contrariou o governo, que preferiu a caducidade da MP à sua aprovação dessa maneira. Acordo para projeto de lei O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou um acordo, sugerindo a apresentação de um projeto de lei (PL) que regulamentasse o saque dos R$ 1.045 para a parte da população que ainda não o fez. Esse projeto manteria a essência da MP proposta pelo governo, retirando as alterações propostas, sobretudo no Senado, e que, na prática, derrubaram a votação da matéria. A expectativa é de que esse PL pode ser votado na próxima semana. “Inventaram um remendo, enquanto isso, as pessoas que estão desesperadamente esperando por ajuda segue esperando. é inacreditável”, criticou Schuch.
Renegociação: Prorrogada data limite para publicação de decreto de emergência nos municípios afetados pela seca

03/08/2020 | Atendendo pleito encaminhado pela Frente Parlamentar da Agricultura Familiar (FPAF) e entidades do setor, como a Fetag, o Banco Central publicou, na última sexta-feira (30), a resolução N°4.840 alterando a data para acesso às medidas de socorro em função da estiagem aos municípios que decretaram emergência, passando para o período compreendido entre 20/12/2019 a 30/06/2020 e não mais 9/04/2020, como previsto anteriormente. O pleito vinha sendo cobrado desde abril e dependia do aval do Conselho Monetário Nacional (CMN). Presidente da Frente, o deputado Heitor Schuch (PSB/RS) estima que com essa importante alteração, em torno de 80% dos municípios afetados no RS passam a se enquadrar nos benefícios, que incluem renegociação de dívidas e linhas de crédito. “Antes tarde do que mais tarde. Finalmente compreenderam a necessidade de ampliar esse prazo, que era extremamente curto e impedia que a maior parte dos agricultores de municípios que decretaram emergência depois do dia 9 de abril pudessem ter acesso às medidas de apoio”, destacou Schuch. O CMN validou ainda a prorrogação dos vencimentos de débitos dos produtores com prejuízos causados pelas enchentes que atingiram o Estado no mês de julho.